quarta-feira, 19 de novembro de 2008

EU JURO QUE VI


Tenho o hábito de frequentar a varanda do meu apartamento antes de dormir. Então eu desarrumo as cadeiras para atender à melhor posição de apreciar um céu marinho salpicado de estrelas.

Na noite desse episódio, eu estava sozinha, na penumbra, aguardando enxugar o cabelo ao vento, em plena madrugada. Completamente relaxada, apoiei as pernas sobre um puf e ajustei os fones de ouvido para descansar ao som de uma música instrumental no Ipod.

De frente para um céu limpo, enfeitado de corpos celestes que todos conhecemos, estava eu em "brancas nuvens" quando, do nada, um objeto luminoso surgiu no espaço à frente do prédio, no alto, acima da cobertura.

Relatar é tão difícil quanto acreditar, mas vou tentar descrever com toda a transparência, sabendo que estou arriscando a credibilidade da minha sanidade.

Tudo aconteceu muito rápido. Quando percebi o ofuscante brilho do objeto pairando no ar, cravei os olhos em seu contorno e, com o coração aos pulos, saltei da cadeira para o parapeito num único movimento. A clássica sentença "tremer da cabeça aos pés" se aplicou inteiramente ao meu corpo naquela ocasião. O objeto tinha uma forma na conformação de um losango com vinte centímetros aproximadamente (considerando a minha posição), emitindo uma luz branco-azulada mesclada com microesferas brilhantes como glitter. Deslocou-se para a frente, no sentido longitudinal à minha varanda, na velocidade de um raio, ziguezagueou até curta distância e escapou da minha vista, sem mais, nem menos, me deixando cristalizada, petrificada.

Recuperando o movimento das pernas, acordei todo mundo na minha casa, sob grande euforia. Ainda com a voz ofegante e o coração disparado, contei o ocorrido, tintim por tintim.


Eu sei, qualquer um duvida. É o preço a pagar pela audácia de revelar uma experiência tão real, mas sem o devido registro do fato, sem outras testemunhas, sem qualquer endosso pela Ciência... Não importa, pois visão tão vívida na minha memória sempre virá à minha lembrança acompanhada de fortes arrepios e um punhado de questionamentos.

Volto todas as noites à mesma varanda, agora com olhar perscrutador, mas... o céu permanece normal demais: esplendoroso com seus adereços celestiais colados em sua imensidão, à exceção de uma ou outra estrela cadente.

Não me atrevo a traçar qualquer definição daquela figura no espaço, nem concebo qualquer teoria para explicar aquele fenômeno, mas sei que aquilo não era deste Mundo. Então o meu ceticismo quanto à aparição de objetos voadores não identificados aqui na Terra, desmoronou. Agora, eu posso dizer com todas as letras: EU VI.
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CRÔNICA 3

6 comentários:

  1. Arrepiante!!! Nem sei o que eu faria se tivesse visto..! Que experiência intrigante.. Ainda não tive a oportunidade de ver tão nitidamente, mas "EU JURO QUE QUERO VER"

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  2. Ao saber de uma história dessas, surgem imediatamente as curiosidades:
    1) O que será que era aquilo?
    2) Estava a serviço de quem?
    3) Por que é tão misterioso?
    Espero que um dia saibamos as respostas.

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  3. Que coisa fascinante é ter a certeza de que somos apenas um ponto no universo!
    Beijos.

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  4. Há mais de dois anos eu leio bastante sobre o assunto. Não sob a ótica da ficção mas sob os princípios de teses científicas e criei minha certeza que existe o que relatou. Só se enfronhar no mundo da "Teoria das Cordas" e esses fatos deixam de ser arrepiantes e passam a ser extraordinariamente lindos. PARABÉNS, VOCÊ É UMA PESSOA ESPECIAL!

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  5. De há muito, os OVNIs passaram a se encantar com os terráquios. Por certo, pretendem, algum dia se revelar ou permanecer para sempre, se enamorando de nosso planeta água

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  6. Obrigada, de verdade, a todos, pela participação nos comentários sobre essa aventura.

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